Instituto Lotta
Cultura e Arte-Educação
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Lotta, aos 5 anos, chega onde o destino teria reservado o melhor para sua vida: Samambaia.

Com O Imparcial, José Eduardo, insuflava o pensamento crítico, desde a campanha civilista com os discursos inflamados de Rui Barbosa ao surto modernista do início dos anos 20 e a dura oposição ao governo de Epitácio Pessoa e suas fraudes.

A vitória contumaz de Arthur Bernardes, fruto da "eleição a bico de pena", do "voto de cabresto" e dos "currais eleitorais" envolvia o pleito em aura de suspeição, abalando a credibilidade e deflagrando a Revolta Tenentista em 05 de julho 1922, tendo como marco o episódio dos "Dezoito do Forte".

Assumindo o governo em 15 de novembro de 1922, Arthur Bernardes, decreta estado de sítio no país, O Imparcial é fechado definitivamente, José Eduardo é preso em sua propriedade em Maricá e transferido com outros presos políticos para instalações na Ilha Rasa.

Com o auxílio de sua brilhante imaginação e de seu irmão José Roberto, José Eduardo consegue fugir do seu cárcere e do país, exilando-se com sua família na Europa.

Lotta, então com 13 anos, passa a frequentar um dos melhores colégios internos da Suíça até os seus 18 anos, em 1928, quando volta com a família ao Brasil.

Adélia Costallat e José Eduardo se separam em 1929, na partilha dos bens a Fazenda da Samambaia fica para Dona Adélia.



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Lotta

Nasce em Paris, no dia 16 de março de 1910, Maria Carlota Costallat de Macedo Soares, seu pai José Eduardo, então Primeiro-Tenente da Marinha baseado na Europa, sua mãe Adélia de Carvalho Costallat, irmã do famoso jornalista e cronista carioca Benjamin Costallat, teve mais uma filha em Paris, Maria Elvira, conhecida por Marieta. 

José Eduardo deixa a armada em 1912, voltando ao Brasil com sua família, chegando ao Rio de Janeiro funda o jornal O Imparcial, precursor do Diário Carioca. 


No fim de 1915, José Eduardo, compra a Fazenda Samambaia, incluindo a Casa Grande, vinda de meados do século XVIII e demais benfeitorias.




Dois anos de governo de Getúlio Vargas bastaram para transformar o ídolo de José Eduardo em um ditador imperdoável. Na oposição mais uma vez o Diário Carioca é empastelado por forças getulistas.

Temendo por sua vida e pelo confisco de seus bens pelo governo, José Eduardo transfere todas as suas propriedades, incluindo as terras de Maricá, Saquarema e o próprio Diário Carioca, para Horácio de Carvalho Junior, por quem tinha grande afeto, admiração e confiança.

Horácio passa a ser o administrador dos negócios, enquanto José Eduardo se dedica ao jornalismo e a política, tornando-se Senador da República em 1934.

Lotta e Marieta com isso ficaram sem a herança oriunda da família Macedo Soares. Lotta não concorda com a transferência do controle dos bens para Horácio, fica magoada com o pai, mas respeita sua decisão. Marieta ao contrário, inconformada, luta na justiça pela anulação da doação e briga com Lotta por não acompanhá-la na empreitada.



Em 1940, Dona Adélia vende a Casa Grande de Samambaia e as terras circunjacentes para a Família Leite Garcia, reservando no entanto cerca de um milhão de metros quadrados da propriedade que foram transmitidos em partes iguais as suas filhas Lotta e Marieta.

A Casa Grande da Fazenda Samambaia, parada obrigatória de tropeiros no caminho do ouro no século XVIII, foi restaurada em 1942 pelo arquiteto Wladimir Alves de Souza e atualmente é sede do Instituto Samambaia de Ciência Ambiental - ISCA.

Maria Carlota Costallat de Macedo Soares - Anos 30

Arco do Triunfo, Paris, 1910

Casa Grande da Fazenda Samambaia, século XVIII

Lotta Macedo Soares, anos 30

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